A Fantastica Fabrica de Testes (nao seria melhor a de chocolate…?)

Ha alguns dias (ou seriam semanas?) atras, foi enviada uma noticia para uma das listas de e-mail das quais eu participo, sobre a criacao de uma fabrica de testes no Parana. So essa noticia ja eh impactante para mim (como foi para os outros membros da lista), mas alem disso ha algum tempo vem exisitindo uma tendencia de criacao de empresas especializadas em testes, tanto que eu acho interessante comentar isso por aqui.

Primeiramente, eu acredito que pelo conteudo de um meu outro post, vcs ja devem saber qual vai ser a minha opiniao a respeito da existencia de equipes especializadas em teste de software. Primeiro a gente tinha analistas especializados, agora a gente tem testadores especializados, e inclusive empresas responsaveis soh por desenvolver testes, as “fabricas” (argh) de testes. Qual sera o proximo passo? Especialistas em testes unitarios? Especialistas em analise de software usando diagramas de sequencia UML?

Pra comecar, o proprio fato de existirem especialistas em cada area, cada um tratando do seu nicho, soh traz maleficios para uma equipe, se eh que se pode chamar de equipe um grupo de pessoas onde cada uma trabalha em uma tarefa separada sem existir um foco no resultado final, que eh software rodando para o cliente. Alias, o final dessa frase eh que faz toda a diferenca, na minha opiniao. Conforme foi escrito pelo Goldratt no livro “A Meta”, “Diga-me como serei medido que eu te direi como me comportarei“. Essa afirmacao resume tudo, pq eh claro que se existir um cargo que eh medido pelos seus diagramas, teremos como resultado diagramas extremamente requintados, e se tivermos um que for medido pelos testes que gera, o que teremos? Testes, testes e mais testes, necessarios ou nao.

Mas esse eh soh o primeiro dos problemas da fabrica de testes. Eu considero particularmente a realizacao de testes umas das principais contribuicoes do movimento agil para o desenvolvimento de software, principalmente quando se falar em TDD. Mas essa validade acaba e comeca a contar pontos negativos quando os testes nao sao mais utilizados para guiar nem para verificar o desenvolvimento de software, e sim para serem criados apos o desenvolvimento e darem uma “cara” de seriedade para o codigo sendo desenvolvido.

Alias, acho que esse eh o principal motivo da existencia das equipes de testes. A impressao de seriedade que a empresa quer passar para o cliente, dizendo que seu software eh testado por uma equipe especializada, sendo que essa equipe certificou que o software esta funcionando corretamente. No meu ponto de vista, a palavra “certificou” diz tudo sobre as intencoes que existem por tras disso :-). Primeiro vem o CMM, depois o MpsBr, e agora os softwares saem certificados por testadores especializados.

Quero deixar claro aqui que eu nao sou contra a existencia de especialistas, e muito menos contra a existencia de testes. Acho que os especialistas sao necessarios, e todo mundo tem um assunto no qual tem mais interesse e torna-se por isso mais experiente, e tambem acho que todas equipes precisam de especialistas . O que eu nao concordo eh com a existencia de especialistas que fazem somente uma coisa, e nao estao inseridos dentro de uma equipe multidisciplinar que conta com diversos especialistas em diversas areas. Em relacao aos testes, conforme eu falei antes, acho eles vitais quando inseridos dentro do ciclo de desenvolvimento do software, na forma de testes unitarios, de aceitacao e de qualquer outro tipo que se quiser fazer. O que eu nao entendo eh desenvolver milhares de linhas de codigo e passar para uma empresa testar, e dai depois de tres semanas voltar um relatorio com milhares de erros, quando os desenvolvedores que trabalharam naquele codigo ja estao preocupados com outra coisa.

Eh tao dificil assim fazer o mais simples?

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11 comments
  1. João said:

    Amigo, o artigo me parece interessante, mas quando li um “entender eles” logo no post anterior do seu blog já nem me dei ao trabalho de lê-lo. Me perdoe a intromissão, mas acredito que tenhamos que ter ao menos um mínimo cuidado, ao escrevermos o que quer que seja, onde seja, com o nosso querido português. Grande abraço.

  2. franktrindade said:

    Eh verdade Joao!
    Desculpe pelo erro grave de portugues, mas como acabo escrevendo meio rapido as coisas, as vezes isso passa.

    Ja arrumei o erro, e espero que tu nao deixe de ler o post por causa disso.

    Obrigado pelo aviso.

    Francisco

  3. Lindenberg said:

    Bom post! Apesar de não compartilhar sua visão.

    E João, meu amigo, veja bem! No pequeno comentário que fez, já conseguiu atirar diversas vezes no nosso, como foi mesmo que o chamou? Ahhh! “Querido”, porém quase morto, português. Faltam algumas vírgulas, algumas expressões foram mal colocadas, um errinho de concordância e etc.
    Mas tudo bem. Não acredito que seja mesmo mestre em nossa língua.
    Então fica uma dica:
    Quando der, avise sobre os erros encontrados, mas não deixe de ler um bom post por isso. Quem sabe você aprenda algo que vem bem antes da cultura, EDUCAÇÃO.

  4. franktrindade said:

    Lindenberg,

    obrigado por gostar do post. Em relacao a tua visao, ate onde eu sei, minhas ideias nao sao lei em nenhum lugar, entao gostaria de ouvir a tua opiniao a respeito, para podermos discutirmos, o que o principal objetivo desse blog.

    Um abraco,
    Francisco

  5. Putz odeio isto. Você se dá ao trabalho de escrever, colocar sua opinião e vem um cara e critíca o seu português.

    Todo mundo quer escrever um bom português. Mas por várias razões acontecem alguns erros aqui ou ali.

    É no mínimo decepcionante receber este tipo de comentário, você está lá esperando um feedback sobre o assunto abordado, sobre sua opinião e o malandro vem reclamar do português. O pior é que o malandro em questão realmente tem um portugazinho de doer …

  6. Duas coisas:
    1 – Escrever testes é chato, mas “dizem” que o software fica “na moda”.

    2 – Não quero fazer coisas chatas, então pago para alguem fazer. :P

    O que resulta? Alguem quer ganhar dinheiro para fazer as coisa chatas que “você” não pode/quer fazer.

    É a evolução natural daqueles que não encaram os testes como forma de guiar o design nem manter mudanças sobre controle.
    :)

  7. Pelo que li na notícia, não dá pra entender se os caras escrevem testes ou testam na mão, mas pela natureza da empreitada, duvido que os testes sejam automatizados.

    O mais interessante é mesmo a história do “certificado”. Parece que mais uma vez a palavrinha mágica é usada como a galinha dos ovos de ouro. Ridículo.

  8. Olá “franktrindade” antes de mais nada parabéns pelo “expressar das idéias”… , veja, algumas pessoas sabem o valor que deve ter uma idéia expressada em um meio público de veiculação com a possível leitura de inúmeros profissionais da mesma área, mostra-se nete momento no mínimo s dita “Segurança” para defender sua opnião e possuir o embasamento técnico/de conhecimento para se garantir o que foi escrito…

    Pela falta do valoroso tempo, não escrevo tanto quanto gostaria ou me solicitam… mas não pude deixar de “compartilhar” também a minha “visão” assim como algumas já diats aqui . . . , pois bem dos 22 anos em TI, os 11 últimos deles (e continuo graças a Deus…) como especialista em Qualidade em Testes de Software, com algumas certificações em testes sim e também pós-graduado em Gestão da Qualidade de Software o que me remete ao resumo de tudo, na verdade, para TESTES DE SOFTWARE… , vai daí que em relação ao título do seu post atual… , lembraria…, aproximadamente 80% de tudo o que temos em TI, deriva direta ou indiretamente ou “da Indústria bélica (Militarismo… – de ond vc acha que vem o termo especialista ? já imaginou o “cara” monta armas fosse o mesmo bombeiro dentro de um porta aviões em combate em alto mar… em ação ele priorizaria um princípio de incêndio ou responderia fogo inimiggo ???) ou da “Automobilística” (Qual foi o caminho da produção automobilística por exemplo, de onde vc imagina que venha o conceito de fábricas… ? … linhas de montagem… ?)… que acabam tendendo a se unir derivando o complemento da engenharia “elétrica / eletrônica ” (até a UML que vc citou, nunca percebeu a semelhança (não conhecidência) com esquemas eletrônicos nos aparelhos mais comuns ??? , vc transporta umaparelho de televisão pelo mundo a fora e ao olhar nos desenhos impressos na própria placa de circuito integrado, os técnicoc eletrônicos(engenheiros) conseguem saber valores de resistências, condução em capacitores eletrolíticos… , a se tivéssemos especialista em TI que pudessem globalmente fazer o mesmo… mas creio que ainda demore… ainda tem pessoas que defendam não termos mais e mais especialidades direcionando as atividades … , entendo que não sejas contra especialistas, agradeço, mas o caminho de termos fábricas de software , fábrica de testes, assim como a fábrica de doisos que são as consultorias… provendo gerentes de projetos… e etc… ainda parece o caminho rumo à modernidade)…

    Sendo assim e acompanhando a evolução Humana em sí, quanto mais antigo era o Homem… menos o mesmo era “especialista”… profissionalmente falando, nossos avós e bisavós eram sempre mais “GENERALISTAS”…. nossos próprios avós e pais é que foram ao longo do tempo se especializando em suas áreas e assim, nós…, muito provavelmente deixaremos um “LEGADO” mas “ESPECIALISTA” para nossos herdeiros…

    Abrçs;
    Walter Melo.
    wwwalter.melo@hotmail.com

  9. Cleomar said:

    Bom dia!

    Gostei dos pontos de vista levantadas no blog, porém como atuo na aréa de TESTES vejo hoje a importancia de termos especialista na para tau finalidade porém não validomos a liguagem em promgramação e sim validamos o contrudo solicitado pelo cliente, se foi desenvolvido corretamento.
    Porém para cada aréa em questão exite uma documentação, termos DOCUMENTAÇÃO do Usuário, que engloba a necessitadade do desenvolvimento da ferramente, temos DOCUMENTAÇÃO Funcional, como o sistema deve funcionar, quais as regras de negocio que devem ser seguidas, e termos DOCUMENTAÇÃO dos Sistema que é a programação em si do sistema. como seremos humanos temos pontos de vista diferenciado e com certeza não falamos a mesma língua nem sempre o que foi sulicitado foi desenvolvido ou a regra não esta corretamente aplicada no codigo.
    Sem muito tempo para escrever e tenho grande difilculdade de expressa digo.
    Não testamos ou corrigimos o trabalho do programador e sim, garantimos um bom funcionamento da ferramente para uma otima utilização dos nossos usuarios.

  10. Almir said:

    Faz assim:

    Submete o Blog a uma Fábrica de Testes para garantir qualidade e aderência à língua portuguesa.

    Abraço!
    Almir

  11. Elisandro said:

    Bom post, parece que já previa que o pior iria acontecer…

    A fábrica de testes, da qual se referiu fechou as portas aproximadamente 1 ano e meio depois de sua inauguração…

    Aí que tá!! O sonho acabou… hehe

    Um abraço;

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