Behaviour Driven Development

Para os que não sabem, atualmente eu estou em Bangalore, na Índia, participando do treinamento que a Thoughtworks oferece aos seus novos graduates, a ThoughtWorks University.

Bom, ontem, depois de assistir a uma sessão opcional do curso, apresentada pela Liz Keogh, eu finalmente posso dizer que entendo o que é Behaviour Driven Development, o famoso BDD. Essa é uma das buzzwords do mundo do software que circula ha algum tempo, mas devo confessar que nunca consegui parar para verificar o que era, e sempre imaginei que fosse mais uma metodologia ágil, tipo o FDD.

Acontece que o Behaviour Driven Development é algo talvez até mais simples, mas nao por isso menos interessante :-) .

BDD nada mais é do que uma “otimização” do desenvolvimento orientado a testes, que tem como sua principal característica, e ainda mais importante, benefício, o fato de codificar as aplicações em uma linguagem voltada para o que é mais importante e muitas vezes esquecido, o resultado que a aplicação tem para o cliente.

Olhando por aí, uma justificativa interessante que eu achei foi a seguinte, no blog do Dan North:

As a final thought, while I was thinking about this I realised the term “behaviour-driven” contrasts with “test-driven” in a similar way. My goal as a developer is to deliver a system that behaves in a particular way. Whether or not it has tests is an interesting metric, but not the core purpose. “Test-driven” development will cause me to have lots of tests, but it won’t necessarily get me nearer the goal of delivering business value through software. So you can use goal-oriented vocabulary in your development process as well as your code to help maintain perspective on what you are trying to achieve.

Já que todos (todos?) concordamos que entregar valor de negócio para o que cliente é o que realmente importa no desenvolvimento de uma aplicação, porque não desenvolver essa aplicação de acordo com a linguagem do cliente, de forma que até ele possa entender (mesmo que em um nível básico) o que a aplicação está fazendo, e para que serve aquele código.

É claro que não é só esse o benefício, já que muitos de vcs devem estar pensando: para que diabos o meu cliente que ver o código-fonte do software?

Mas desenvolver código-fonte de acordo com a linguagem do negócio também auxilia o desenvolvedor a entender e discutir as funcionalidades que ele está desenvolvendo, e realmente saber qual é o objetivo de ele sentar na frente do computador 8 horas por dia, o que invariavelmente resulta em código de melhor qualidade.

Comentários?

Um abraço.

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